terça-feira, 23 de março de 2010

O manto sagrado


Toda a mística em volta do manto rubro-negro começa em principio por acaso, quando em 1903 Gulherme de Aquino Fonseca, fundador do Sport Club do Recife, conheceu o Football na Inglaterra. Querendo praticar esse esporte em terras brasileiras, trouxe consigo apitos, bolas e um jogo completo de uniformes Rubro-negros.

Desde os primórdios do futebol pernambucano, as cores na camisa já representavam bem a identidade de um clube, visto que nosso rival Santa Cruz nasceu alvinegro, e teve que acrescentar mais uma cor, pois a federação da época ia proibi-lo de jogar pois já havia outro clube preto e branco.

O estatuto do clube define suas cores no 2º capítulo do artigo 2º que diz: "As cores oficiais do Sport Club do Recife serão, sempre, preto e encarnado, usadas em conjunto, em uniformes, escudos, distintivos, flâmulas, bandeiras, etc."


O manto teve discretas variações de modelos, pois o estatuto do clube define claramente sua confecção, no 2º capitulo do artigo 8º:
- Nas competições esportivas, os atletas do Sport Club do Recife usarão, conforme o caso, um dos uniformes seguintes:

a) Camisa com faixas horizontais de igual largura, de cores preta e encarnada,
alternadamente, com calção branco e meiões pretos, ou, calção e meiões pretos;

b) Camisa, calção e meiões brancos, tendo a camisa, em seu lado esquerdo, na altura do peito, o desenho do escudo oficial do Clube.


O Sport Club do Recife já usou diversos modelos de camisas em mais de 100 anos de história, sempre preservando a identidade do clube e seu estatuto, criando a tradição e a mística do rubro-negro de recife e seu manto sagrado.

Pra vestir essa camisa tem que ter amor a ela, tem que respeita-la, isso é fundamental para o torcedor rubro-negro, por isso os jogadores são tao cobrados e a torcida tem a fama de ser uma das mais chatas do mundo.

Hoje a camisa do Sport representa não só mais um clube, representa uma cidade, um estado, uma nacão de apaixonados, que transborda de orgulho quando a vestem, onde quer que estejam.


Vários fabricantes já o confeccionaram, e baseado em muitas pesquisas em jornais e com colecionadores, fiz uma lista de fornecedores do material esportivo de 1980 ate os dias de hoje.

Aqui segue a lista com os fabricantes:

1980 - Malharia Terres
1981 - Adidas
1982 - Adidas
1983 - Le Coc Sportif
1984 - Le Coc Sportif
1985 - Le Coc Sportif
1986 - Le Coc Sportif
1987 - Le Coc Sportif
1988 - Everest
1988 - MR artigos esportivos
1988 - Topper
1989 - Topper
1990 - Topper
1991 - Finta
1992 - Finta
1993 - Finta
1994 - Finta
1995 - Rhummel
1996 - Rhummel
1997 - Rhummel
1998 - Topper
1999 - Topper
2000 - Topper
2001 - Topper
2002 - Topper
2003 - Topper
2004 - Topper
2005 - Topper
2006 - Topper
2007 - Topper
2008 - Lotto
2009 - Lotto
2010 - Lotto


Pelo Sport Tudo ! Sempre !

O terceiro uniforme

O Primeiro padrão do Sport é predominantemente rubro-negro. Para diferenciar de alguns adversários de cor semelhante, existe o segundo uniforme, o branco. O uniforme branco nunca foi bem aceito pela torcida, que sempre pedia um uniforme diferente, porem os uniformes 1 e 2 são feitos de acordo com o estatuto do clube, permitindo pouquíssimas variações. Então foi criado o terceiro uniforme, apto a receber novas idéias. O time do sport usou-o poucas vezes em jogo, e nunca conseguiu um resultado positivo, como veremos:

Tudo começou em 1996, embalado pelas vendas do ano anterior, o sport criou, pela primeira vez o seu terceiro uniforme. A famosa e rara camisa de "fogo nas mangas", que foi utilizada em jogo apenas uma vez, na derrota por 6 x 2, no dia 26/10/1996, contra o Atletico-PR, na Arena da baixada.

No ano de 1999, mais uma vez entramos em campo com o terceiro uniforme, desta vez pela semifinal da extinta Copa do Nordeste, no dia 16/06/1999, contra o Vitória-BA. Ganhamos a partida por 1 x 0, mas fomos desclassificados nos pênaltis (2 x 4), em plena Ilha do retiro.

Depois de anos confeccionando vários modelos, o sport resolveu usar novamente em jogo, foi no dia 05/08/2003, pela Serie B do Campeonato Brasileiro, contra o Remo-PA. A partida foi fora de casa, e mais uma vez o sport perdeu, 1 x 0 para os anfitriões.

Com toda a campanha da torcida para a criação do uniforme preto, vimos ele entrar em campo no dia 22/09/2007, pelo Campeonato Brasileiro. E no Clássico dos Clássicos nos aflitos, mais uma vez perdemos; Náutico 2 x 0 Sport.


No ano passado, com um certo atraso, foi confeccionado o padrão preto. Usamos por 4 vezes, e a vitória não veio, quando será que essa zica vai acabar ?

04/10/2009 Grêmio 3x3 Sport - Olímpico

12/10/2009 Goiás 1x1 Sport - Serra Dourada



25/10/2009 Avaí 2x2 Sport - Ressacada



01/11/2009 Náutico 3x2 Sport - Aflitos

06/12/2009 - São Paulo 4 x 0 Sport


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Camisas de jogo ? Como assim ?!



Existem diferenças entre as camisas vendidas em loja e as usadas em jogo pelos jogadores.

Tudo começou na década de 80, quando começou a se fechar contratos para fornecimento de material para o clube, como um patrocínio, visando a divulgação do fabricante. Poucos devem saber, mas até o final dos anos 80 todo material esportivo era comprado pelos clubes.

Com essa nova visão por parte dos fornecedores, começou também a venda de camisas oficiais em lojas, fazendo com que os torcedores tivessem acesso facilitado àquelas camisas.

Na verdade a única diferença basicamente, é o numero na camisa, a forma de impressão e em alguns casos, patrocinadores eventuais.

Na década de 70 e inicio da década de 80, o número nas costas era costurado, em seguida começaram a usar serigrafia (Silk Screen), que era mais fácil de ser aplicado na camisa. Mas com a entrada da fabricação em serie, visando as vendas ao consumidor, o silk screen também ficou inviável, pois o processo era lento.



É ai que surgiu o processo de sublimação, que é a aplicação da tinta direto no tecido, como em abadas de carnaval. Essa técnica foi muito difundida durante toda a década de 90, pois alem de ser mais resistente e permitir desenhos, acelerava o processo de produção.

Para a fabricação em serie, era necessário um mesmo modelo, consequentemente o mesmo numero. Com toda a mística deixada pelo Rei Pelé, geralmente o numero 10 era utilizado, e em alguns casos números de jogadores que fizeram historia no clube. Porem os jogadores precisavam de números diferenciados para jogar as partidas; essas camisas tinham os números feitos com silk screen, é ai que esta a diferença.



A partir do ano 2000, com a criação de novas tecnologias, vimos surgir camisas mais bem elaboradas, com recortes, novamente com escudos bordados e tecidos sofisticados. Nessa nova era, nos colecionadores nos deparamos com uma grande dificuldade na identificação destas camisas, pois hoje as lojas oficiais aplicam a serigrafia com o numero e nome que o cliente desejar. As únicas garantias que as camisas foram realmente usada pelos jogadores são os patrocínios eventuais na camisa e a fonte que lhe forneceu a camisa.

Camisa usada na fin al da Copa do Brasil com TOTVS nas mangas

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Colecionador - Luis Eduardo



Tudo começou em meados de 2006, o Sport vinha bem, estava para conseguir o acesso a série A novamente, e não sei se só acontece comigo, mas nos sombrios anos de série B, foram os anos que mais torci pelo Sport.
Envolvido com a euforia do título pernambucano sofrido e da bela campanha na série B, comprei minha primeira camisa oficial do Sport, o 3° uniforme de 2003. A partir daí não parei mais, comprava uma, duas, as vezes 3 camisas por mes, isso até hoje.

Com um tempo senti a nessecidade de catalogar as peças que ia conseguindo, e ai veio a dificuldade, pois tudo que eu tinha na mão era o google, pesquisei noites inteiras, as vezes passava 3 horas pra achar a foto de uma camisa, mas a satisfação era enorme em seguida.

Como toda coleção tem um critério, a minha não pode ser diferente. Coleciono apenas camisas do Sport de jogo e/ou preparadas pra jogo, nada de camisas de treino, passeio etc... ou seja, camisas que tem seu valor historico, que valem ser guardadas como reliquias e tambem preservadas, já que o clube não tem um museu à altura e toda essa história pode se perder no tempo.


Ai conheci o eron, pela internet, mais um colecionador do manto, trocamos muitas informações e ideias, o que resultou inclusive neste Blog.

Aqui está o catálogo com as camisas do sport, deem uma olhada:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=17867903291143725427
Quem quiser ver minha coleção, tenho fotos de cada camisa no meu album no orkut entrem:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=6904656317569134046

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Qual a camisa do título de 1987 ?

Por muito tempo, a falta de informação e registros, fizeram todos pensarem que a camisa que o Sport usou no título de Campeão Brasileiro de 1987 fosse a da marca francesa Lec coc Sportif, pois praticamente só existia essa imagem pra ilustrar o fato.



Na verdade, o Sport usou essa camisa durante a disputa do módulo amarelo, ainda em 1987.

Como todos sabem, devido a enorme confusão causada pelo Clube dos 13 e a CBF, o quadrangular final do campeonato, disputado entre flamengo, Sport, Internacional e Guarani, só foi acontecer no inicio de 1988.

O sport pretendia trocar o fornecedor de material esportivo, e assim o fez, utilizando material da Topper para a disputa do campeonato Brasileiro de 1988 e da Libertadores de 1988; mas durante as finais do brasileiro de 87 o Sport usou a marca Everest.

Observando peças antigas, percebi que tanto as camisas da Le Coc Sportif como as da Everest possuiam o mesmo CNPJ na etiqueta (44.995.926/0001-30). E as camisas fabricadas no ano de 1987 ja vinham com a etiqueta da Everest, provavel fabricante e distribuidor da marca aqui no Brasil.



Provavelmente pelo fim do fornecimento da Le Coc Sportif, que começou em meados de 1983, o sport na ocasião contatou o fabricante, para que lhe fossem fornecidas peças para estes jogos da final. E aqui esta a foto de Guarani x Sport, disputada no Brinco de Ouro da Princesa:



Aqui vem a foto da camisa, desejada por muitos, mas que poucos possuem, esta peça rara, restando se contentar com a réplica fabricada pela Ligaretro.



Numeração nas Camisas


Na prática a numeração serve apenas para o árbitro poder idenficar os jogadores, no caso de cartoes, fazer gols e etc...

Mas por muito tempo, existia um padrão, que identificava facilmente o número dos jogadores, pois associava o número à posição em campo, assim segue:

1 - Goleiro,
2 - Lateral direito,
3 - Zagueiro central,
4 - Quarto zagueiro,
6 - Lateral esquerdo,
5 - Primeiro volante (ou cabeça-de-área)
8 - Segundo volante,
10 - Meia direita
11 - Meia esquerda
7 - Segundo atacante,
9 - Centroavante.

Mas seguindo a tendência europeia, o sport adotou esse ano, a partir da disputa da Taça libertadores, a numeração fixa, pra criar uma identificacao com os jogadores e consequentemente facilitar a venda de camisas, com isso a convenção caiu; aqui segue a lista com os numeros do Sport:

1- Magrao
2- Cesar Lucena
3- Igor
4- Durval
5- Hamilton
6- Dutra
7- Fumagalli
8- Sandro goiano
9- Guto
10-Paulo baier
11- Ciro
12- Cleber
13- Elias
14- Andrade
15- Jonas
16- Kassio/Juliano
17- Wilson
18- Sidny/Vandinho
19- L. Henrique
20- Weldon
21- Saulo
22- Moacir
23- Bruno Teles
24- Vandinho
25- Daniel paulista
26- Dude
27- Elizeu
28- Fabiano
29- Elder Granja
30- Hugo
31- Jackson (JUNIORES)
32- Heverton Heleno (JUNIORES)
33- Renan
34- Eduardo
35- Arce
36- Lincom
37- Zé Antonio
38- Juninho
39- Fininho
40- Isael
41- ????
42- Adriano Pimenta
43- Paulinho
44- Freire